Vento que trás saudade
De um outro lado do mar
E é tanta água, tento tempo
Tanto que de tanto ser vira pouco
Faz a saudade chegar
E passar pra não mais ser tanta
Me joga do cais, das pedras, do mar
Me lança, me arrebata
Me faz criança outra vez
Trás de volta os sonhos que me fez deixar do outro lado
Meu riso, que o choro vive sozinho
E até o pranto pode morrer de solidão
Traz a Maria, meu violão
Mata o tempo que ainda tem pra passar
Do mundo já sou, mas não é meu esse lugar
(Helena Margarido)
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