(Até hoje não postei nada que fosse 100% biográfico, mas vou ter que fazer deste post uma exceção).
Quando estagiava no Itaú, em 2005, tinha 2 amigas insanas: Carla e Adriana. Foram elas que primeiro me falaram do quanto era legal ir para festas gay, porque a música em geral é ótima e ninguém fica pulando em cima de você. Entretanto, enquanto morava em São Paulo nunca consegui ir na “Loca”, “Trash 80´s” nem nenhum lugar semelhante – alguém sempre furava o programa.
Aqui, entretanto, moro com um gay francês (que é gente boníssima) e um dos nossos programas favoritos é ir na Trumps – balada gay de Lisboa com uma música excelente. Já perdi a conta de quantas vezes fomos lá, e em todas nos divertimos horrores.
Pois bem. Ontem resolvemos ir novamente – eu fui meio “arrastada” porque estava com sono, mas como são meus últimos dias em Lisboa até o 2o semestre resolvi aproveitar. Entramos, a proporção era de 100 homens para cada mulher como sempre e fomos pra pista onde a música boa estava rolando. Uma SAUNA, mas valia à pena – tocou até “Thriller” e “Saturday Night”, além de 50 músicas da Madonna e Kelly Mignone.
Eis que me chega um casal de 2 caras sem camisa dançando. Até aí tudo bem. Ficaram lá – e já achei que ia embora sozinha pra casa, se é que vocês me entendem. É quando um deles me fala: “Oi! Esse é meu namorado, mas eu só estou com ele porque ele me paga tudo. Já me deu uma casa não sei aonde, um carro, mas na verdade eu gosto de mulher. Eu sou hetero”.
Eu nem sabia o que falar. Soltei um “ahã” e continuei dançando com meu amigo.
O fulano, não contente, continuou: “Não liga pro meu namorado, ele é apaixonado por mim e está com ciúmes. Olha, se vc ficar comigo podemos aproveitar tudo que ele me dá e me paga”…
Fiquei BEGE. Sabe aquelas cenas que a gente acha que só existem em novela das 8? Então, minha sensação foi essa. Dei vários “chega pra lá” e o cara não saia de perto. E o namorado dele DO LADO!
Aí não aguentei mais e falei “escuta, vai lá com seu namorado vai. Eu tenho namorado, não estou interessada”. O cara não contente ainda me solta: “ah, mas vai dizer que não gostou de mim?”. Ai tive que usar da minha crueldade gallega devidamente herdada da Dona Jô e falei: “NÃO!”
Finalmente o cara foi embora. Essa lenga lenga deve ter durado uma hora acho, meu amigo estava quase socando o cara, tamanha a inconveniência.
E eu? Sinceramente não acreditava que isso pudesse ser verdade. Tipo, o cara é um gigolô na maior! Mas como diria o poeta, cada louco com sua mania… (só que não pra cima de moi, por favor…)
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