A (não só minha) vida em poesia

Entradas do Junho 2008

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Junho 7, 2008 · Deixe um comentário

Este post é só para informar que nos próximos 2 meses este Blog provavelmente ficará sem atualização, já que ESTOU DE FÉRIAS, finalmente! Devo passar este próximo tempo em um lugar onde internet é lenda urbana, rs!

De qualquer jeito, como despedida, deixo alguns pensamentos que tive nos últimos dias.

Não sou a pessoa mais paciente do mundo, nem nunca fui. Mas depois de tanto “tomar na cara”, aprendi que certas coisas temos que aguentar nessa vida. Hoje me considero uma pessoa milhões de vezes mais tolerante do que a minha natureza de fato me permitiria ser.

Acontece que tem uma coisa que eu não consigo ter paciência: pessoas carentes. Sabem aquelas pessoas que ligam 10 vezes por dia, mandam 50 mensagens e não saem do seu pé por nada no mundo? Então… Eu não sei lidar com isso. Esse tipo de pessoa me irrita ao ponto de me fazer ser mal educada.

Isso na verdade, porque não tenho o menor jeito com pessoas sem “desconfiômetro”. Aquelas pessoas incovenientes, que aparecem na sua casa sem serem convidadas, que se autoconvidam para qualquer programa que você diga que tem a intenção de fazer, que ficam dando palpite na sua vida apesar de você dar a entender mil vezes que ela não tem nada a ver com isso.

Odeio inconveniência.

Esses dias fui jantar com umas amigas e me aparece uma fulana bêbada querendo de qualquer jeito entrar na conversa. Não, ninguém conhecia ela. Aí a menina começa a perguntar para uma das minhas amigas o que ela achava do aborto. Minha amiga repetiu, educadamente, por mais de 10 vezes, que não gostava de discutir aborto, política e religião. Mas a fulana insistia… Foi quando eu, com a delicadeza de um hipopótamo disse “escuta, você não percebeu que ela não quer falar disso? Chega! Pára! Você está sendo inconveniente”. Ela ainda tentou argumentar, então soltei mais uns três “Chega!” e ela parou.

Isso me faz pensar uma coisa: eu estou errada? Quer dizer, eu deveria dar atenção cada vez que me ligam 10 vezes por dia ou minha postura “get a life e pare de me encher o saco” não tem problema? Isso faz de mim uma pessoa ruim por acaso?

Sei lá… As pessoas DEVERIAM ter desconfiômetro… Isso pelo menos faria com que elas perdessem menos tempo e gastassem menos dinheiro com ligações e mensagens…

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Bonitinha porém ordinária

Junho 2, 2008 · Deixe um comentário

Vento que trás saudade

De um outro lado do mar

E é tanta água, tento tempo

Tanto que de tanto ser vira pouco

Faz a saudade chegar

E passar pra não mais ser tanta

Me joga do cais, das pedras, do mar

Me lança, me arrebata

Me faz criança outra vez

Trás de volta os sonhos que me fez deixar do outro lado

Meu riso, que o choro vive sozinho

E até o pranto pode morrer de solidão

Traz a Maria, meu violão

Mata o tempo que ainda tem pra passar

Do mundo já sou, mas não é meu esse lugar

(Helena Margarido)

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Outrageous

Junho 1, 2008 · Deixe um comentário

(Até hoje não postei nada que fosse 100% biográfico, mas vou ter que fazer deste post uma exceção).

Quando estagiava no Itaú, em 2005, tinha 2 amigas insanas: Carla e Adriana. Foram elas que primeiro me falaram do quanto era legal ir para festas gay, porque a música em geral é ótima e ninguém fica pulando em cima de você. Entretanto, enquanto morava em São Paulo nunca consegui ir na “Loca”, “Trash 80´s” nem nenhum lugar semelhante – alguém sempre furava o programa.

Aqui, entretanto, moro com um gay francês (que é gente boníssima) e um dos nossos programas favoritos é ir na Trumps – balada gay de Lisboa com uma música excelente. Já perdi a conta de quantas vezes fomos lá, e em todas nos divertimos horrores.

Pois bem. Ontem resolvemos ir novamente – eu fui meio “arrastada” porque estava com sono, mas como são meus últimos dias em Lisboa até o 2o semestre resolvi aproveitar. Entramos, a proporção era de 100 homens para cada mulher como sempre e fomos pra pista onde a música boa estava rolando. Uma SAUNA, mas valia à pena – tocou até “Thriller” e “Saturday Night”, além de 50 músicas da Madonna e Kelly Mignone.

Eis que me chega um casal de 2 caras sem camisa dançando. Até aí tudo bem. Ficaram lá – e já achei que ia embora sozinha pra casa, se é que vocês me entendem. É quando um deles me fala: “Oi! Esse é meu namorado, mas eu só estou com ele porque ele me paga tudo. Já me deu uma casa não sei aonde, um carro, mas na verdade eu gosto de mulher. Eu sou hetero”.

Eu nem sabia o que falar. Soltei um “ahã” e continuei dançando com meu amigo.

O fulano, não contente, continuou: “Não liga pro meu namorado, ele é apaixonado por mim e está com ciúmes. Olha, se vc ficar comigo podemos aproveitar tudo que ele me dá e me paga”…

Fiquei BEGE. Sabe aquelas cenas que a gente acha que só existem em novela das 8? Então, minha sensação foi essa. Dei vários “chega pra lá” e o cara não saia de perto. E o namorado dele DO LADO!

Aí não aguentei mais e falei “escuta, vai lá com seu namorado vai. Eu tenho namorado, não estou interessada”. O cara não contente ainda me solta: “ah, mas vai dizer que não gostou de mim?”. Ai tive que usar da minha crueldade gallega devidamente herdada da Dona Jô e falei: “NÃO!”

Finalmente o cara foi embora. Essa lenga lenga deve ter durado uma hora acho, meu amigo estava quase socando o cara, tamanha a inconveniência.

E eu? Sinceramente não acreditava que isso pudesse ser verdade. Tipo, o cara é um gigolô na maior! Mas como diria o poeta, cada louco com sua mania… (só que não pra cima de moi, por favor…)

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