A (não só minha) vida em poesia

Entradas do Maio 2008

Letras que eu não entendo (Parte I)

Maio 26, 2008 · 4 Comentários

Título alternativo: “Djavan – gênio ou estúpido?”

O legal de algumas músicas é que elas são tao bem cantadas e têm uma melodia tão legal, que ninguém presta atenção na letra… São vários casos, mas hoje cito um específico: Açaí, do Djavan.

Toda vez que toca, as menininhas ficam balançando a cabeça e fazer aqueeeeeeeela cara de apaixonadas… Suspiros, etc… Os caras não entendem, mas fingem tratar-se de alguma coisa bonita só pra abraçar as menininhas… E todo mundo fica feliz. Só tem um problema: “Açaí” é uma música romântica? Aliás, em outras palavras: o que essa música quer dizer?

Vendo a letra (e sem lembrar da melodia, por favor… Senão é cabeça pro lado, cara de felizinha… já sabem):

Açaí (Djavan)

Solidão de manhã,
Poeira tomando assento
Rajada de vento,
Som de assombração, coração
Sangrando toda palavra sã

A paixão puro afã,
Místico clã de sereia
Castelo de areia,
Ira de tubarão, ilusão
O sol brilha por si

Açaí, guardiã
Zum de besouro um imã
Branca é a tez da manhã

Bom, primeiro acho melhor fazer um glossário básico (e com isso tenho certeza que 99% das pessoas que ouvem a música não têm idéia do que ela quer dizer):

Glossário:

Afã: muita pressa; afobação, azáfama, sofreguidão, sentimento de aflição; ansiedade, inquietação

Clã: agrupamento familiar comum, a família

Tez: superfície fina de qualquer coisa, epiderme

Açaí: palmeira cespitosa de até 25 m (Euterpe oleracea), nativa da Venezuela, Colômbia, Equador, Guianas e Brasil (AP, AM, PA, MA, ), de estipe anelado e frutos roxo-escuros de polpa comestível, assim como o palmito; açaí-branco, açaí-do-pará, açaizeiro, coqueiro-açaí, guaçaí, iuçara, juçara, palmeira-açaí, palmeira-jiçara, palmiteiro, palmito, piná, piriá, tucaniei, uaçaí. Etimologia: do tupi ïwasa’i ‘fruto que chora, isto é, que solta água.

Figuras de linguagem:

Aliteração (consonância) pela repetição dos sons de “S” na primeira estrofe (solidão, assento, som, assombração, coração, sangrando, sã),

Metáfora: clã de sereia, castelo de areia, ira de tubarão

Sinestesia: coração sangrando toda palavra

Onomatopéia: zum de besouro

Tem algumas outras, mas acho que essas são as mais importantes. Achei relevante fazer esse parênteses das figuras de linguagem porque elas são determinantes – o autor utiliza-se delas pra passar seu sentimento. A parte da aliteração, além de soar bem, tem a função de sugerir um ruído. A poesia simbolista usava muito dessa figura de linguagem para aproximar a poesia da música, o que pode ser o caso. Com relação às metáforas, sabe-se bem que é estilo marcante do Djavan utilizá-las de um jeito nada convencional, assim como alguns versos. Isso marca o estilo do artista. Mas, parênteses à parte, vamos pra interpretação.

Interpretação

As duas primeiras estrofes podem sim ser entendidas com um mínimo de esforço. O glossário acima e a explicação de algumas das figuras de linguagem devem ajudar. Faço aqui a minha interpretação, o que não significa que essa seja a única resposta – é somente o que eu acho disso tudo.

A primeira estrofe sugere um estado de calmaria, de solidão, subitamente modificado. Trata-se de um incômodo, de algo misterioso que de uma hora pra outra faz “sangrar” toda sanidade.

Na segunda estrofe, fica claro que o que rompeu com o status quo foi a paixão, mística como uma família de sereias, fulgás como um castelo de areia, intensa como ira de um tubarão – mas que não deixa de ser uma ilusão, algo que na verdade não existe. A explicação disso está no verso “o sol brilha por si” – a paixão é vista como “puro afã“, ou seja, como uma afobação muito grande mas que não é natural, espontânea. Daí dizer que a paixão é uma ilusão – é um estado de pura afobação, fora do comum, do natural, do ordinário. “O sol brilha por si” quer dizer que as coisas acontecem naturalmente, sem que seja necessária qualquer interferência, qualquer inquietação – na verdade, esse verso é a exata oposição à paixão, conforme descrita na letra.

Agora, o refrão – essa é uma incógnita pra muita muita muuuuuuuita gente. Depois de fazer toda explicação acima pra minha irmã, perguntei a ela o que achava que significava o refrão. A resposta foi “ué, é simples: o refrão é inexplicável, como a paixão”. Apesar de ter achado a explicação genial, acho que dá pra tirar alguma coisa do que foi escrito nessa estrofe.

Bom, Açaí, conforme o glossário acima, é uma árvore bem grande e tem seu nome derivado do Tupi, onde significa “fruto que chora”. Tá, até daria pra fazer um paralelo desse significado, mas acho que seria viagem demais. Também vou ignorar o fato do poder calórico da fruta, já que na época que essa letra foi escrita isso não era tão divulgado, muito menos moda.

Fuçando pela internet (leia-se wikipedia), achei a lenda do açaí, que originou o nome (é bonitinha, então vale à pena postar):

“Conta a lenda que existia uma tribo indígena muito numerosa. Como os alimentos estavam escassos, era difícil conseguir comida para toda a tribo. Então o cacique Itaki tomou uma decisão muito cruel. Resolveu que a partir daquele dia todas as crianças recem-nascidas seriam sacrificadas para evitar o aumento populacional da tribo.

Até que um dia a filha do cacique, chamada IAÇÃ, deu à luz uma menina que também teve de ser sacrificada. IAÇÃ ficou desesperada, chorava todas as noites de saudades. Ficando vários dias enclausurada em sua oca e pediu à Tupã que mostrasse ao seu pai outra maneira de ajudar seu povo, sem o sacrifício das crianças.

Certa noite de lua IAÇÃ ouviu um choro de criança. Aproximou-se da porta de sua oca e viu sua filhinha sorridente, ao pé de uma grande palmeira. Lançou-se em direção à filha, abraçando – a . Porém misteriosamente sua filha desapareceu.

IAÇÃ, inconsolável, chorou muito até morrer. No dia seguinte seu corpo foi encontrado abraçado ao tronco da palmeira, porém no rosto trazia ainda um sorriso de felicidade e seus olhos estavam em direção ao alto da palmeira, que se encontrava carregada de frutinhos escuros.

Itaki então mandou que apanhassem os frutos, obtendo um vinho avermelhado que batizou de AÇAÍ, em homenagem a sua filha (IAÇÃ invertido). Alimentou seu povo e, a partir deste dia, suspendeu a ordem de sacrificar as crianças.”

Daí a idéia de que a (árvore) Açaí é guardiã da vida.

(pra entender melhor, Guardão = pessoa que, por forte afeição, defende aguerridamente algo ou alguém; protetor, conservador, depositário)

A parte do “zum de besouro, um imã” na minha opinião representa algo incômodo, mas que não se pode deixar de reparar, olhar, prestar toda a atenção (acredito que aqui ele faz uma metáfora com a paixão).

“Branca é a tez da manhã”: lembram que ele cita a “manhã” no começo da música como um estado de solidão? Dado isso, acredito que o “branco” representa aquilo que não tem cor, que não foi “pintado”. Nesse caso, que a solidão é um estado de falta de emoção, falta de cor. Por isso branco é aquilo que a envolve (a tez).

Desta forma, trocando em miúdos, a letra pode ser resuminda no seguinte:

A solidão é estado de calmaria e de falta de emoção. A paixão dá cor à vida (açaí, guardiã…), chega rápida, fulminante, mas não deixa de ser uma ilusão. Apesar disso, é ela que dá graça à vida, que incomoda mas que ao mesmo tempo não podemos deixar de prestar total atenção, focar todas nossas energiar naquilo.

É, em suma, um paradoxo: a paixão é de fato uma ilusão, mas sem ela a vida não é nada.

Conclusão: Djavan (em especial, com “Açaí”) = gênio

Categorias: Em outras palavras

O que as mulheres querem?

Maio 26, 2008 · Deixe um comentário

Ontem pensando sobre o assunto acho que cheguei à algumas conclusões. Depois de uma conversa com uma amiga em crise com o namorado, depois de escutar e também ter passado por várias brigas, choros, discussões, acho que finalmente encontrei uma resposta pra esse enigma. Pode até ser prepotência minha achar que resolvi esse “mistério” milenar, mas acho que estou no caminho certo.

As mulheres querem alguém…

… que as ame não apesar de seus defeitos, mas também por causa deles (essa é clássica e não fui eu que inveitei). Que saiba muitas vezes escutar ao invés de falar e seja paciente o suficiente pra aguentar uma crise de choro sem dizer que não faz sentido nenhum (famosa TPM). Que às vezes fale mais do que escute porque daquela vez tudo que ela fala não passa de besteira. Que faça declarações de amor, mas não a faça passar vergonha em público por conta disso (aí vai do desconfiômetro de cada casal). Que faça gentilezas porque é uma forma de carinho, mas que não se prenda em babaquices machistas como abrir sempre a porta do carro, pagar todas as saídas e achar que por isso é ele quem manda. Que de vez em quando dê flores – mas não toda hora nem exageradamente, senão deixa de ser especial. Que celebra todas as datas comemorativas que ela considera importante (isso pode incluir meses de namoro, do 1o beijo, de quando se conheceram) e que em todas as datas comemorativas que todo mundo acha importante faça alguma coisa memorável (não precisa dar presente, necessariamente, mas tem que ser algo que depois ela vá se lembrar). Que não acha que porque estão juntos há 1, 5, 10 ou 50 anos que pode se comportar como um primata (isso inclui fazer a barba, sair cheiroso, cortar as unhas dos pés e, em alguns casos, a higiene pessoal). Que faz planos para o futuro e tenta fazer do presente um meio de chegar lá. Que às vezes abra mão dos seus compromissos pelos dela. Que entenda que todo relacionamento tem suas crises, mas não é por isso que as coisas não vão dar certo. Que seja um pouco ciumento às vezes, mas que saiba parar quando isso incomoda. Que respeite as coisas que ela gosta, mas não seja um demente fingindo gostar (isso inclui mulheres de 25 anos comprando na loja da Hello Kitty) e que principalmente não imponha seus gostos (os clássicos são filmes de ação, gosto por armas, futebol). Que pelo menos tente gostar da sua família. Que seja companheiro em todas as horas. Que consiga conversar sobre assuntos sérios que não necessariamente tem a ver com os dois. Que seja amigo, namorado e irmão em certas horas. E, acima de tudo, que faça com que ela se sinta especial todos os dias, que se importe e se eforce em fazer isso e se sinta culpado quando não o faz…

… Isso é o que as mulheres querem, mas elas nunca vão dizer. Pra quem quiser economizar o tempo de tentar descobrir, fica a dica.

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Sobre todas as coisas…

Maio 19, 2008 · 1 Comentário

Preciso fazer um desabafo: eu não entendo porque não existe coisa mais (des)humana que sofrer. E não entendo porque Deus (ou qualquer entidade superior que se entenda como tal) colocou mais de 6 bilhões de almas aqui pra sofrer, do começo ao fim das vidas.

Desde que nascemos estamos sofrendo e fazendo os outros sofrer. Dizem que a primeira entrada de ar nos pulmões arde, dói e é o que faz a criança chorar. A mãe também sofre horrores…

Aí passamos a vida inteira sofrendo – com problemas nossos, dos outros, de saúde, trabalho. E qualquer momento em que nos esquecemos disso, dizemos que estamos felizes – a felicidade é a ausência de sofrimento.

Depois as pessoas ficam doentes, envelhecem… E como se não bastasse tudo que já passaram a vida inteira, sofrem mais ainda, até que Deus tenha piedade e faça alguma coisa… Quer dizer… NÃO FAZ SENTIDO NENHUM!

Também já ouvi dizer que estamos na Terra pra pagar pecados (aquela história de Adão e Eva e blablablá), mas que pecados? O que eu fiz que tenho que pagar? Não seria justo pelo menos se eu soubesse? E também, desculpe, mas falar que eu tenho que passar por tudo isso pra pagar os pecados de uma fulana tonta que comeu uma maçã também já é demais…

Resumindo: eu não entendo o sofrimento. Não entendo porque as pessoas têm que passar por isso. Não entendo porque tanta gente morreu em Mianmar e na China. Não entendo porque tanta gente morre na África. E, principalmente, não entendo porque pessoas boas têm que sofrer – não entendo a vontade, muito menos a justiça divina.

Categorias: Trocando em miúdos

Ode

Maio 18, 2008 · Deixe um comentário

Linda, linda

Fria, fria

Você que como a lua

Tudo no mundo desvirtua

Em questão de tempo…

Triste o começo

Triste o fim

Vida, vida, noves fora… filha…

Estranho?

Que dirá do susto tamanho

De quem conheceu

E sofreu junto, pra sempre

Sofre agora, ainda mais…

Filha, filha…

“Dorm’inha pequena

Não vale à pena despertar

Eu vou sair por aí afora”…

(Agora não vou mais…

Cortou-se o curso do rio

E minha vida por um fio

Perdeu-se, e jamais

Poderei dizer que fui feliz…)

“Dorm’inha pequena

Não vale à pena despertar”…

Não vou sair por aí afora

Já passou a hora

Já morreu meu tempo

Já acabou… já…

Já não sei se algum dia

Haverá poesia

Neste mundo outra vez…

Agora já não escrevo

Tenho medo de que a poesia

Mate aquela que a fez…

(Dorm’inha pequena

não vale a pena…

não vale…

não…

…)

(Helena Margarido)

Categorias: Minhas

Vai Helena, vai ser gauche na vida…

Maio 15, 2008 · Deixe um comentário

Fiquei pensando o que falar sobre o poema abaixo… Toda vez que alguma coisa ruim acontece a impressão que eu tenho é exatamente essa: “quando eu nasci, um anjo torto…”

Além disso: se eu me chamasse Raimundo, processava meus pais por danos morais! Primeiro, obviamente, porque sou mulher… Mas mesmo que não fosse (e desculpem-me os Raimundos desse mundo), mas p… nome feio!

Se eu tivesse escrito essa, parava de escrever porque qualquer coisa que viesse depois seria minha decadência… Ou então guardava e só divulgava quando fosse bem bem velha – aí seria meu ápice…

Comentários (irrelevantes) à parte, segue…

POEMA DAS SETE FACES

Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.

As casas espiam os homens
que correm atrás das mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.

O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.

O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.

Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.

Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.

Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.

Carlos Drummond de Andrade

Categorias: Dos outros

“Rebelde, Rebelde”

Maio 15, 2008 · Deixe um comentário

Sempre tive tudo contra as versões em “Brasileiro” (quem mora em Portugal sabe que não falamos, definitivamente, a mesma língua) de músicas em qualquer outra língua. A questão não é gostar de estrangeirismos nem nada… É que as versões em “Brasileiro” perder totalmente o sentido do original e, principalmente, NÃO FAZEM SENTIDO!

Exemplo disso é a música “Rebel Rebel”, do David Bowie. Seu Jorge (AMO) fez uma versão em português que melodicamente é linda… Mas a letra… Enfim, se alguém entender o que significa, me avisa. Segue o clip:

Agora, a letra original e respectiva tradução:

Rebel Rebel (David Bowie)

Youve got your mother in a whirl
Shes not sure if youre a boy or a girl
Hey babe, your hairs alright
Hey babe, lets go out tonight
You like me, and I like it all
We like dancing and we look divine
You love bands when theyre playing hard
You want more and you want it fast
They put you down, they say Im wrong
You tacky thing, you put them on

Rebel rebel, youve torn your dress
Rebel rebel, your face is a mess
Rebel rebel, how could they know?
Hot tramp, I love you so!

Dont ya?
Doo doo doo-doo doo doo doo doo

Youve got your mother in a whirl cause shes
Not sure if youre a boy or a girl
Hey babe, your hairs alright
Hey babe, lets stay out tonight
You like me, and I like it all
We like dancing and we look divine
You love bands when theyre playing hard
You want more and you want it fast
They put you down, they say Im wrong
You tacky thing, you put them on

Rebel rebel, youve torn your dress
Rebel rebel, your face is a mess
Rebel rebel, how could they know?
Hot tramp, I love you so!

Dont ya?
Oh?

Doo doo doo-doo doo doo doo doo
Doo doo doo-doo doo doo doo doo

Rebel rebel, youve torn your dress
Rebel rebel, your face is a mess
Rebel rebel, how could they know?
Hot tramp, I love you so!

Youve torn your dress, your face is a mess
You cant get enough, but enough aint the test
Youve got your transmission and your live wire
You got your cue line and a handful of ludes
You wanna be there when they count up the dudes
And I love your dress
Youre a juvenile success
Because your face is a mess
So how could they know?
I said, how could they know?

So what you wanna know
Calamitys child, chi-chile, chi-chile
Whered you wanna go?
What can I do for you? looks like youve been there too
cause youve torn your dress
And your face is a mess
Oh, your face is a mess
Oh, oh, so how could they know?
Eh, eh, how could they know?
Eh, eh

(Tradução: Rebelde, Rebelde:

Você mantém sua mãe em uma vertigem
Ela não sabe ao certo se você é um garoto ou uma garota
Hey, baby, seu cabelo está legal
Hey, baby vamos sair hoje a noite

Você gosta de mim e eu disso tudo
Nós gostamos de dançar e parecemos fantásticos
Você gosta de bandas quando elas tocam bem
Você quer mais e quer rápido

Eles te põem pra baixo, dizem que estou errado
Você pega as coisas, Você as coloca para cima

Rebelde, rebelde, você rasgou seu vestido
Rebelde, rebelde, seu rosto é bagunçado
Rebelde, rebelde, como eles poderiam saber?
Vagabunda gostosa, eu te amo demais

Você não?
Você não?

Você mantém sua mãe em uma vertigem
Porque ela não sabe ao certo se você é um garoto ou uma garota
Hey, baby, seu cabelo está legal
Hey, baby vamos ficar fora hoje a noite

Você gosta de mim e eu disso tudo
Nós gostamos de dançar e parecemos fantásticos
Você gosta de bandas quando elas tocam bem
Você quer mais e quer rápido

Eles te põem pra baixo, dizem que estou errado
Você pega as coisas, Você as coloca para cima

Rebelde, rebelde, você rasgou seu vestido
Rebelde, rebelde, seu rosto é bagunçado
Rebelde, rebelde, como eles poderiam saber?
Vagabunda gostosa, eu te amo demais

Você não?

Rebelde, rebelde, você rasgou seu vestido
Rebelde, rebelde, seu rosto é bagunçado
Rebelde, rebelde, como eles poderiam saber?
Vagabunda gostosa, eu te amo demais

Você não?

Você rasgou seu vestido, seu rosto é bagunçado
Você não pode ter o suficiente, mas o suficiente não é um teste
Você tem sua transmissão e sua rede ao vivo
Você tem sua linha de sugestões e cheia de ilusões
Você quer estar lá quando eles contarem os caras

E eu amo seu vestido
Você é um jovem sucesso
Porque seu rosto é bagunçado

(rebelde, rebelde)

Então como eles poderiam saber?
Eu disse, como eles poderiam saber?

(rebelde, rebelde)

Então o que você quer saber
Criança da calamidade

(rebelde, rebelde)

Onde você gostaria de ir?

O que eu poso fazer por ti?
Parece que voce esteve aqui tambem
Pois você cortou seu vestido

(rebelde, rebelde)

E seu rosto é uma bagunça
ohhh, seu rosto é uma bagunça

(rebelde, rebelde)

Oh. oh, então como eles poderiam saber?
ah, ah, como eles poderiam saber?

(rebelde, rebelde))

Categorias: Em outras palavras

A sensação de entregar um exame após 36 horas sem dormir

Maio 12, 2008 · Deixe um comentário

… e mais 3 noites indo dormir às 6 da manhã…

Categorias: Em outras palavras

Perspectiva

Maio 10, 2008 · Deixe um comentário

200 anos da família real no Brasil

Festa na colônia

Sambas, exposições,

o carnaval está montado.

Enquanto isso, no reino,

ao invés,

noticiam 1 ano do caso Madeleine

(que era britânica).

… 200 anos depois

e as coisas não mudam…

(Helena Margarido)

Categorias: Minhas

Perfeição

Maio 10, 2008 · 1 Comentário

Dispensa comentários…

Categorias: Trocando em miúdos

Filosofia

Maio 10, 2008 · Deixe um comentário

Não gosto de pessoas

que sorriem demais, com todos os dentes

Acho sempre que mentem:

para cada mentira, um dente a mais aparece.

É por isso que existe uma grande diferença

entre ser simpático,

mentiroso

e feliz.

(Helena Margarido)

Categorias: Minhas